Ela-Donas de Casa, 1976 - 7 on Flickr.

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Entrevista de M. Sampaio a Fernando Cerqueira Lima (na foto) da Cooperativa Minhota de Agriculturas e Pecuária, fundada em 1975 por dez amigos retornados angolanos, residentes em Viana do Castelo. Nas imagens, o símbolo da Cooperativa que contém um mapa de Angola, e a secretária, que foi o primeiro objecto adquirido pela cooperativa.“‘Angola é a nossa terra, o nosso mundo, construímo-la com sangue, suor, lágrimas e vidas. É o nosso pensamento constante. Eu, além do mais, tenho lá quanto de mais querido tenho no mundo - os meus filhos (a trabalhar) e os meus netos. Ainda hoje, todos os dias, ao acordar, penso que estou em Angola. Para que foi tanto sacrifício, tanta vida perdida? Olhe, eu, quando fui daqui, com 22 anos, vendi tudo e os tostões que fiz e que ganhei, foi para ali investir. Foi uma vida inteira de trabalho duro. Para quê? E, no entanto, digo-lhe: desde que pus os pés em Angola, todos os dias pedia a Deus que me não deixasse morrer sem ver Angola independente; mas… doutra maneira… Os Portugueses têm grande responsabilidade para com Angola!…”

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Entrevista de M. Sampaio a Fernando Cerqueira Lima (na foto) da Cooperativa Minhota de Agriculturas e Pecuária, fundada em 1975 por dez amigos retornados angolanos, residentes em Viana do Castelo. Nas imagens, o símbolo da Cooperativa que contém um mapa de Angola, e a secretária, que foi o primeiro objecto adquirido pela cooperativa.

“‘Angola é a nossa terra, o nosso mundo, construímo-la com sangue, suor, lágrimas e vidas. É o nosso pensamento constante. Eu, além do mais, tenho lá quanto de mais querido tenho no mundo - os meus filhos (a trabalhar) e os meus netos. Ainda hoje, todos os dias, ao acordar, penso que estou em Angola. Para que foi tanto sacrifício, tanta vida perdida? Olhe, eu, quando fui daqui, com 22 anos, vendi tudo e os tostões que fiz e que ganhei, foi para ali investir. Foi uma vida inteira de trabalho duro. Para quê? E, no entanto, digo-lhe: desde que pus os pés em Angola, todos os dias pedia a Deus que me não deixasse morrer sem ver Angola independente; mas… doutra maneira… Os Portugueses têm grande responsabilidade para com Angola!…”